A Copa do Mundo mobiliza torcedores, mas também atrai cibercriminosos. A Elytron Cybersecurity, especializada em serviços ofensivos e defensivos de segurança da informação, registra um aumento de golpes digitais em períodos de grande mobilização social como este, de sites de apostas falsos a campanhas de desinformação eleitoral.

Emoção, urgência e excesso de informação reduzem o senso crítico das pessoas. Os atacantes exploram esse estado para induzir cliques, cadastros e pagamentos indevidos.

Por que grandes eventos elevam o risco cibernético

Segundo Daniel Tupinambá, CISO Strategy da Elytron Cybersecurity, a combinação entre o fervor da Copa e a polarização eleitoral cria uma “cortina de fumaça” ideal para agentes maliciosos.

“O excesso de informação, a ansiedade e as emoções à flor da pele reduzem o senso crítico dos usuários. Nesse ambiente, os cibercriminosos exploram o caos com campanhas de desinformação e ataques de motivação geopolítica, dois fatores que já preocupam organizações no mundo inteiro”, afirma Tupinambá.

O cenário está alinhado com o relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, do World Economic Forum, que destaca o peso crescente da desinformação, da fragmentação geopolítica e do uso ofensivo de inteligência artificial no ambiente digital.

Engenharia social é a porta de entrada mais comum

A engenharia social segue como uma das estratégias mais eficazes de ataque. No contexto da Copa, criminosos se aproveitam da popularização das plataformas de apostas esportivas (as “bets”) para criar:

  • Sites falsos de apostas
  • Aplicativos fraudulentos
  • Promessas de bônus, vantagens exclusivas ou prêmios garantidos
  • Sorteios inexistentes e mensagens com conteúdo alarmista

No ambiente político, a lógica se repete: criminosos disparam e-mails e mensagens com falsas pesquisas eleitorais, escândalos fabricados ou convocações urgentes para capturar dados, induzir pagamentos ou direcionar vítimas a páginas maliciosas.

Phishing e vishing ganham escala e sofisticação

O phishing por e-mail e o uso de credenciais roubadas continuam entre os principais vetores de acesso inicial em incidentes cibernéticos. O vishing (phishing por voz) ganha velocidade.

De acordo com o CrowdStrike 2025 Global Threat Report, esse tipo de operação cresceu 442% entre o primeiro e o segundo semestre de 2024. No mesmo período, o tempo médio para movimentação lateral após uma invasão caiu para 48 minutos, com registros extremos de apenas 51 segundos.

Em cenários de alta exposição midiática como a Copa, criminosos podem ligar para vítimas se passando por suporte técnico de plataformas de apostas, equipes de atendimento ou representantes de campanhas, pressionando por confirmações bancárias, instalação de ferramentas remotas ou compartilhamento de credenciais.

Vulnerabilidades exploradas em silêncio

Dispositivos expostos à internet, como firewalls, VPNs e sistemas desatualizados, continuam sendo alvos prioritários de exploração. Em períodos de distração operacional, como durante os jogos, criminosos exploram qualquer brecha com rapidez.

Ameaças ligadas à inteligência artificial

Criminosos usam IA generativa para escalar ataques e adaptar mensagens a diferentes perfis, superando barreiras linguísticas e culturais. O avanço dos deepfakes de áudio e vídeo amplia o risco de fraude, personificação e manipulação.

Ataques cada vez mais rápidos

O chamado breakout time (tempo entre o comprometimento inicial e a movimentação lateral pela rede) está cada vez mais curto, chegando a poucos minutos ou até segundos.

Malwares do tipo infostealer

O roubo massivo de dados armazenados em navegadores pessoais aumenta o risco de exposição de credenciais corporativas. Golpistas revendem e reutilizam essas credenciais em acessos silenciosos e ilegítimos.

Como as empresas podem se proteger

Diante desse cenário, algumas medidas ajudam a reduzir a exposição durante períodos de grande mobilização social:

  • Reforçar treinamentos de conscientização sobre phishing e vishing para times de atendimento e financeiro
  • Monitorar e atualizar dispositivos expostos à internet, como firewalls e VPNs
  • Adotar autenticação multifator em todos os acessos críticos
  • Ter um plano de resposta a incidentes testado e pronto para acionamento rápido
  • Acompanhar fontes de inteligência de ameaças para identificar campanhas direcionadas ao setor

Conclusão

A Copa do Mundo dá aos cibercriminosos uma vitrine para explorar a distração coletiva. Entender os vetores de ataque mais comuns, como engenharia social, phishing, vishing e exploração de vulnerabilidades, é o primeiro passo para que empresas e pessoas cheguem à grande final sem dor de cabeça digital.

Quer aprofundar a conversa sobre segurança cibernética na sua empresa? Fale com a Elytron Cybersecurity.