A inteligência artificial não é mais apenas uma ferramenta de produtividade. No universo da cibersegurança, ela se tornou a principal arma — tanto para quem ataca quanto para quem defende. Em uma live exclusiva promovida pela Elytron Cyber Security em parceria com a ConfraBusiness, Daniel Tupinambá, CISO Estratégico da Elytron, e Raul Maldonê, presidente da ConfraBusiness, colocaram esse cenário em perspectiva: a IA pode acelerar o crescimento dos negócios, mas só é sustentável quando acompanhada de resiliência cibernética.
O lado sombrio da IA: Shadow AI e o cibercrime bilionário
A live trouxe um dado que dimensiona a urgência do tema: em 2025, o cibercrime movimentou 8,5 trilhões de dólares globalmente, superando mercados como o tráfico internacional de drogas e armas. E a inteligência artificial tem papel central nessa escalada.
Atacantes já utilizam plataformas conhecidas como “Shadow AI” para lançar ofensivas sofisticadas usando linguagem natural. Na prática, isso significa que a barreira de entrada para o cibercrime diminuiu drasticamente. Não é mais necessário ser um hacker experiente para executar ataques complexos — basta saber fazer as perguntas certas a uma IA treinada para fins maliciosos.
Esse cenário muda completamente a equação de risco para as empresas. O volume, a velocidade e a sofisticação dos ataques crescem em ritmo exponencial, e as defesas tradicionais — baseadas em regras estáticas e monitoramento reativo — já não dão conta da demanda.
IA como aliada: análise preditiva e inteligência de risco
Se a IA potencializa os ataques, ela também se revela uma aliada poderosa na defesa. Daniel Tupinambá destacou durante a live duas aplicações práticas que já estão transformando a forma como empresas gerenciam riscos cibernéticos.
A primeira é a análise preditiva com modelos de linguagem (LLMs). Essas ferramentas conseguem processar anos de relatórios de vulnerabilidades em poucas horas, identificando padrões, correlações e riscos emergentes que levariam semanas para serem analisados manualmente. O resultado são dashboards de riscos estratégicos que permitem à liderança tomar decisões baseadas em dados consolidados e atualizados.
A segunda aplicação tem impacto direto no valor de mercado das empresas: a maturidade em Cyber AI já influencia processos de fusões e aquisições (M&A). Investidores e compradores avaliam cada vez mais a postura de segurança digital das empresas-alvo, e organizações com programas de Cyber AI estruturados tendem a ter valuations mais altos e processos de due diligence mais fluidos.
Ou seja, investir em Cyber AI não é apenas uma medida de proteção — é uma estratégia de valorização do negócio.
A cibersegurança como “vacina” para a inovação
Uma das metáforas mais marcantes da live foi a comparação feita por Tupinambá: a cibersegurança deve ser encarada como a “vacina” dos negócios. Assim como a vacinação permite que o corpo funcione normalmente ao se proteger contra ameaças, a segurança digital bem estruturada permite que a inovação aconteça em um ambiente controlado e resiliente.
Empresas que tentam inovar sem uma base sólida de segurança estão, na prática, correndo riscos desnecessários. A adoção de IA em processos de negócio, automação de operações e digitalização de serviços só é sustentável quando existe uma camada de proteção proporcional à exposição gerada.
Essa visão muda a narrativa sobre segurança digital: ela deixa de ser um centro de custo e passa a ser a infraestrutura que viabiliza o crescimento. Sem cibersegurança robusta, a inovação é frágil. Com ela, a empresa pode avançar com confiança.
Quanto investir: os benchmarks de mercado
Para tornar a discussão ainda mais prática, a live apresentou referências de investimento baseadas em benchmarks globais do Gartner. O orçamento dedicado à cibersegurança deve representar entre 4% e 8% do orçamento total de tecnologia da empresa. Outra métrica útil é o custo por funcionário, que pode variar de R$ 500 a R$ 2.500, dependendo da complexidade da operação e do porte da organização.
Esses parâmetros servem como ponto de partida para que líderes e tomadores de decisão dimensionem o investimento necessário. Como ressaltou Daniel Tupinambá, não se trata de dar um “cheque em branco” para a segurança, mas de garantir que o investimento seja proporcional ao risco e alinhado à estratégia de negócio.
Segurança inteligente é segurança estratégica
A integração de IA na cibersegurança não é tendência futura — é realidade presente. Empresas que compreendem isso e investem em Cyber AI estão não apenas mais protegidas, mas também mais preparadas para crescer, atrair investidores e se posicionar em mercados cada vez mais competitivos.
Assista à live completa
Neste artigo, trouxemos apenas um recorte dos insights compartilhados por Daniel Tupinambá e Raul Maldonê. Na live completa, eles aprofundam temas como o impacto da Shadow AI no cenário de ameaças, estratégias práticas de defesa com IA e como dimensionar o investimento em cibersegurança para o porte da sua empresa. É um conteúdo indispensável para quem quer entender como transformar segurança em oportunidade de crescimento.
👉 Assista à live completa: Conectando Inteligência Artificial a Novas Oportunidades de Crescimento
Conteúdo baseado na live exclusiva promovida pela Elytron Cyber Security em parceria com a ConfraBusiness.