Fragmentação geopolítica, ascensão da inteligência artificial e riscos climáticos crescentes. Essas três forças, simultâneas e profundas, estão remodelando radicalmente a forma como empresas criam e capturam valor. É o que revela o estudo Value in Motion, da PwC Brasil — um guia para líderes que precisam tomar decisões estratégicas em um cenário de mudanças aceleradas.
IA pode impulsionar o crescimento global em até 15% até 2035
Entre as três forças mapeadas pelo estudo, a inteligência artificial se destaca como motor de uma nova era de produtividade. A análise conduzida pela PwC aponta que a IA tem potencial para impulsionar o crescimento global em até 15% até 2035, inaugurando o que os pesquisadores chamam de era da produtividade cognitiva.
Essa perspectiva muda fundamentalmente a equação competitiva. Empresas que incorporam IA em seus processos, produtos e modelos de negócio não estão apenas otimizando operações — estão acessando uma nova dimensão de criação de valor que não existia antes.
No entanto, o potencial da IA vem acompanhado de desafios significativos. Questões como governança de dados, viés algorítmico, regulação e qualificação de equipes precisam ser endereçadas para que os ganhos de produtividade se materializem de forma sustentável.
Geopolítica e clima desafiam modelos tradicionais
A fragmentação geopolítica está reconfigurando cadeias de suprimento, relações comerciais e estratégias de expansão internacional. Empresas que operam globalmente precisam lidar com um cenário de maior imprevisibilidade, onde regras do jogo mudam com frequência e alianças comerciais se reorganizam.
Paralelamente, eventos climáticos extremos pressionam modelos de negócio tradicionais e exigem que as empresas repensem sustentabilidade, operações e uso de energia. O risco climático deixou de ser uma pauta exclusivamente ambiental para se tornar um fator concreto de impacto financeiro e operacional.
A convergência dessas forças — IA, geopolítica e clima — cria um ambiente de alta complexidade para a tomada de decisão. Líderes que conseguem navegar essa intersecção com clareza e agilidade estarão em posição privilegiada para capturar valor.
Novos domínios de crescimento exigem colaboração intersetorial
O estudo da PwC destaca que as forças de transformação estão criando novos domínios de crescimento — espaços onde empresas de setores diferentes precisam colaborar para resolver necessidades humanas essenciais. Áreas como mobilidade, alimentação, energia e saúde estão na fronteira dessas oportunidades.
Para prosperar nesses novos domínios, as organizações precisarão reinventar seus modelos de negócio e competir de novas maneiras. A competição não será apenas por eficiência ou escala, mas pela capacidade de combinar tecnologia, confiança e acesso a recursos escassos.
Isso exige uma visão ampliada de parcerias estratégicas, ecossistemas de inovação e modelos de negócio flexíveis o suficiente para se adaptar a mudanças rápidas no ambiente externo.
Trilhões em movimento: oportunidade para quem está preparado
O cenário descrito pelo Value in Motion não é apenas de risco — é também de oportunidade expressiva. Com trilhões de dólares circulando em setores em transformação, há espaço significativo para organizações que souberem se posicionar.
A chave, segundo o estudo, está em uma postura de liderança baseada em três pilares: visão de longo prazo, mesmo em ambientes de incerteza; agilidade na tomada de decisão e na adaptação de modelos; e reinvenção contínua como capacidade organizacional permanente.
Líderes que operam com esses pilares não apenas respondem às mudanças — eles moldam as novas regras do jogo.
O que isso significa para a comunidade ConfraBusiness
O estudo Value in Motion reforça uma mensagem central para empresários e executivos: os próximos anos não serão para quem espera. As forças de transformação já estão em movimento, e a capacidade de gerar valor depende cada vez mais de decisões tomadas agora.
Para a comunidade ConfraBusiness, os insights da PwC servem como bússola estratégica. Entender como IA, geopolítica e clima afetam seu setor, seu modelo de negócio e suas relações comerciais é o primeiro passo para transformar disrupção em vantagem competitiva.
O exercício proposto pelo estudo é simples, mas poderoso: olhar para o próprio negócio sob a ótica dessas três forças e perguntar — estamos preparados para o valor que está em movimento? As empresas que conseguirem responder a essa pergunta com clareza e ação concreta estarão em posição de capturar as oportunidades que os próximos anos vão oferecer.